Continuando a série de reviews das revistas publicadas pela Panini Comics mostrando o reinício do Universo DC na forma de Os Novos 52 (estão no ar reviews de Liga da Justiça e Batman), agora é a vez de Lanterna Verde n°1, que publica as revistas Lanterna Verde, Tropa dos Lanternas Verdes e Lanterna Verde: Os Novos Guardiões. A primeira edição tem 68 páginas e custa R$5,90.
Lanterna Verde (Green Lantern #1)
Equipe: Geoff Johns (roteiro), Doug Mahnke (desenhos), Crhistian Alamy & Tom Nguyen (arte-final), David Baron (cores).
Sinopse: Sinestro Parte Um - Sinestro, o maior inimigo da Tropa, é novamente um Lanterna Verde. Hal Jordan, expulso da Tropa, tenta voltar a uma vida normal.
Análise: Essa primeira edição da nova série do Lanterna Verde após o reinício do universo DC, assim como as edições ligadas ao Batman, de reinício não tem nada. Essa nova saga começa exatamente do ponto onde a série anterior parou, com as consequências da Guerra dos Lanternas Verdes, logo após um anel selecionar Sinestro para fazer parte novamente da Tropa e de Hal Jordan ser expulso da mesma após matar o guardião renegado, e responsável pela guerra, Krona.
Geoff Johns continua no comando da série, dando continuidade a história que arquitetou. Essa primeira edição mostra os personagens centrais da trama, Sinestro e Jordan, lidando com a nova situação em que encontram. O foco em Sinestro está muito bom, mostrando como o antigo Lanterna Verde se sente estando novamente com a arma impulsionada pela Força de Vontade (e não o Medo) na mão. A parte que mostra Jordan na Terra, tentado a todo custo voltar a uma vida normal, e fracassando miseravelmente, também é interessante. Afinal, com toda a confusão que os Lanternas Verdes enfrentaram nos últimos tempos, era realmente impossível ter preocupações normais como pagar aluguel.
A arte de Doug Mahnke é uma das melhores que vi até agora nas revistas relançadas pela DC Comics, com destaque para o belíssimo painel que mostra o encontro de Sinestro com um membro de sua antiga tropa.
Essa fase mal começou, mas pelo menos parece que os fãs do maior Lanterna Verde de todos os tempos não terão que esperar muito para vê-lo novamente em ação.
Tropa dos Lanternas Verdes (Green Lantern Corps #1)
Equipe: Peter J. Tomasi (roteiro), Fernando Pasarin (desenhos) Scott Hanna (arte-final), Gabe Eltaeb (cores).
Sinopse: Uma força desconhecida está caçando e matando lanternas verdes, enquanto Guy Gardner e John Stewart tentam assumir aspectos normais em suas vidas.
Análise: Um ponto engraçado no roteiro dessa edição é que ela acabou mostrando outros dois lanternas verdes da Terra tentando viver uma vida normal, assim como Hal Jordan. Mas no caso de Jordan ele foi obrigado a isso por ter sido expulso da Tropa, Guy Gardner e John Stewart ainda tem seus anéis. Eles não conseguem manter um emprego ou levar uma vida normal quando não estão protegendo o setor 2814 por terem optado a não manter uma identidade secreta como Hal ou Kyle Rayner, e o roteiro de Peter J. Tomasi lidou bem com esse aspecto dos dois.
A revista da Tropa dos Lanternas Verdes sempre foi interessante por dar espaço para o resto da tropa realmente, mostrando alguns dos outros 7198 membros. A maioria não está tão criativa quanto na época em que Alan Moore criou os mais malucos membros da Tropa, é verdade, mas alguns ganharam destaque, como Salaak, Hannu e Isamot Kol. E como todo início de saga nos quadrinhos, a história termina em um gancho para a próxima edição, usando elementos que foram apresentados nas primeiras páginas.
Por enquanto Tropa dos Lanternas Verdes foi uma evolução em relação à série anterior, não pelo roteiro que vinha sendo interessante, mas pelo fato de os desenhos estarem bem melhores. A arte dos números anteriores beirava o terrível, ainda mais por fazer uso as vezes de mais de um ilustrador por edição, o que raramente funciona. Agora o desenho de Fernando Pasarin fica na edição inteira, e se mantém constante, sem deslizes.
Lanterna Verde: Os Novos Guardiões (Green Lantern: New Guardians #1)
Equipe: Tony Bedard (roteiro), Tyler Kirkham (desenhos), Batt (arte-final), Nei Ruffino (cores).
Sinopse: Os Novos Guardiões Parte Um - Membros de várias tropas do espectro emocional são abandonados por seus anéis, e Kyle Rayner está no centro desse mistério.
Análise: Essa é uma nova revista ligada ao universo dos lanternas verdes que a DC lançou quando começou Os Novos 52, e ficou parecendo mais uma desculpa para dar um espaço para Kyle Rayner, o Lanterna Verde que foi criado nos anos 90 para substituir Hal Jordan, quando a editora decidiu transformar o personagem no vilão Parallax.
A edição começa recontando os momentos finais de Crepúsculo Esmeralda, quando Jordan enlouqueceu, destruiu Oa, absorveu todo o poder da Bateria Central e com isso causou a morte de todos os guardiões, exceto Ganthet, que criou um último anel energético e o entregou a Kyle. Esse momento foi um pouco alterado pelo roteirista Tony Bedard: originalmente, Kyle recebia o anel de Ganthet e o guardião desaparecia logo em seguida. Aqui, Ganthet dá algumas instruções a Kyle de como fazer uso do anel energético, além de se autoparabenizar por ter feito uma boa escolha.
De volta no presente, vemos diversos membros das outras topas do espectro emocional (sinestro, vermelho e safira) sendo descomissionados por seus anéis, dizendo que encontraram um substituto sapiente no setor 2814. Aparentemente, essa trama explicará porque Kyle foi escolhido como o último lanterna verde depois de Parallax destruir a Tropa.
Alguns pontos merecem atenção aqui: como falei, parece que o título foi criado apenas para dar espaço para Kyle Rayner, já que o personagem tornou-se querido por muitos leitores que acompanhavam os quadrinhos nos anos 90, e a DC está saturada de lanternas verdes em seu universo. E como a cronologia dos lanternas não foi apagada como ocorreu com vários outros personagens, a solução achada foi essa. A história em si parece ser interessante, mas coloca um problema para leitores que tentem acompanhar a DC a partir do reinício da editora, já que conhecer as histórias dos últimos anos das agora diversas tropas do espectro emocional é imprescindível para acompanhar essa revista.
A ilustração de Tyler Kirkham é de longe a pior da revista inteira. Os traços muitas vezes puxados para o estilo "mangá" não é de todo ruim, mas ficou muito prejudicado por estar publicado juntamente com as outras revistas que completam o mix de Lanterna Verde.
E essa foi mais uma parte da análise dos Novos 52 da DC publicados pela Panini, cobrindo 3 novos títulos. Faltam mais 43!